Em vão: se a escolha era quantitativa, não precisava de pesquisa pra definir Tatiana
Pra começo de conversa, vamos definir: sou totalmente a favor que o
critério “quantidade de votos” seja o principal requisito na escolha do
sucessor de Veneziano Ora, o candidato é do prefeito, mas é o povo que
tem que dizer sim.
Assim, a crescente especulação de que a secretária Tatiana
Medeiros, da Saúde, deu de cambão nas outras opções do PMDB, de acordo
com as três pesquisas internas que o prefeito mandou fazer, só reforça a
tese de que Vené queria apenas referendar a escolha com a frieza dos
números. Para evitar, mais do que o nível natural, a mágoa dos
preteridos.
Porque se a definição tinha como base única e exclusivamente o
melhor desempenho eleitoral de cada um dos postulantes, não havia
surpresa: Tatiana, que partiu mais cedo e teve “combustível” de
Veneziano pra isso, sempre foi a melhor colocada entre os peemedebistas.
Entendo a postura estratégia do prefeito. Inteligentemente, ele
recorre às pesquisas pra dizer que não define de sua cabeça. Mas de
acordo com base em estatísticas confiáveis. Foi assim quando negou ser
vice de Maranhão em 2010. Alguém esqueceu?
Veneziano não queria ser vice e recorreu a pesquisas de opinião
pública para o “povo o guiasse”. O curioso é que o prefeito já sabia que
o povo não iria querer que ele largasse a prefeitura pra ser vice de
Maranhão.
Tatiana há muito já é escolhida de Veneziano. As pesquisas, portanto, servirão apenas pra formalizar a escolha.
Como quem corre um GP já como campeão do circuito.
Luís Tôrres

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