Nesta segunda-feira, 19, o governador Ricardo Coutinho anunciou os
reajustes que serão repassados para os servidores públicos. De acordo
com o governador
estadual, quando ele assumiu o Estado, a verba estava comprometida na
sua maioria com a folha dos servidores, precisando de uma reorganização.
Após um ano ‘organizando a casa’, o governador anuncia um aumento
linear de 3% para todas as categorias, com variações nas bolsas de
desempenhos. No entanto, várias categorias manifestaram insatisfação com
o reajuste e a falta de diálogo do Estado.
Segurança
Para a Polícia Militar, será oferecido um aumento geral de 3%, além
de uma bolsa desempenho que varia entre R$ 260 para soldado e R$ 1 mil
para coronel. No caso da Polícia Civil o reajuste também será de 3% para
todos os níveis, além de um adicional de representação que chega até
16%. Agentes penitenciários também terão um aumento geral de 3%, e o
adicional de 13%. De acordo com o delegado Cláudio Lameirão, presidente
da Associação de Defesa das Prerrogativas dos Delegados de Polícia da
Paraíba (Adepdel), a decisão contraria as propostas apresentadas pelo
governador Ricardo Coutinho (PSB) à categoria durante a campanha
eleitoral. “O governador nos prometeu uma ampla discussão em torno desse
percentual de aumento, mas o que vimos foi uma proposta fechada sem a
possibilidade alguma de negociação”, disse Lameirão. Para discutir a
proposta do Governo, a Adepdel convocou uma Assembléia Geral dos
delegados da Polícia Civil na próxima quarta-feira, 21, na Sede da OAB,
em Campina Grande. Já Antônio Erinaldo, do Sindicato dos Trabalhadores
da Polícia Civil, criticou principalmente a falta de diálogo. Segundo
ele, o governador tinha prometido chamar todas as categorias para
discutir o aumento e assim não procedeu. Erinaldo também pretende
convocar uma assembléia, juntamente com o Fórum de Trabalhadores da
Segurança Pública, para discutir a questão.
- Educação
Na categoria dos professores, a partir do dia 1º de janeiro será
repassado para a categoria um aumento de 10,78%, além da bolsa de
desempenho. O menor salário da categoria ficará em R$ 1.303, superando o
piso estipulado pelo Governo Federal. Também será incorporada ao
salário dos professores uma bolsa de acordo com os títulos desse
servidor. Em entrevista a imprensa, o presidente do Sindicato do
Trabalhadores em Educação Antônio Arruda, também reclamou da falta de
diálogo e da forma como o reajuste aconteceu. Segundo ele, o piso
nacional
dos professores só será atingido somando o salário base com as
gratificações. “O piso nacional tem que ser só o salário base e não
gratificações”, comentou. Arruda acrescentou que o único compromisso
firmado foi o pagamento das bolsas aos professores que atingiram as
metas pré-estabelecidas pelo Estado.
Fisco
Para a categoria do Fisco, o reajuste será 5% em janeiro e 4,52% em
junho. O presidente do Fenafisco, Manoel Isidro, esclareceu
que a categoria se mantém mobilizada para fazer acordo dentro das
conquistas consolidadas pela categoria que inclui o pagamento do
Subsidio incluindo o retroativo deste ano. Vitor Hugo, presidente do
Sindifisco, disse que vai estudar a fundo o reajuste, mas antecipou que
já percebe-se, da forma como aconteceu, que está abaixo do que a
categoria esperava. Segundo ele, os 9,5% tinha sido prometido já para
janeiro e não divido em duas vezes. Ele também convocará uma reunião da
classe.
Mais números
Procuradores e auditores também receberão um reajuste de 3%, além da
implantação do Plano de Cargo, Carreira e Remuneração (PCCR). No caso
dos Defensores Públicos, além dos 3%, o adicional será de 13%, sendo
6,5% aplicado em janeiro e 6.5% em junho.Na área da saúde, junto com o
aumento de 3% para todas as categorias, os servidores da ativa irão
receber um adicional de 10%, com exceção dos enfermeiros,
farmacêuticos, e outros profissionais com nível superior, que serão
beneficiados com adicionais de 33%. O governador destacou que existe o
repasse feito pelo SUS (produtividade) e os plantões.Secom-PB)